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Guia de arquiteturaRecorte: Brasil5 min de leitura

O melhor lugar para o seu próximo agente já existe. Cinco testes para achar trabalho pronto para agentes

Os agentes que chegam mais rápido à produção se encaixam numa decisão que um processo já toma. Um framework da La Madre para achar esses pontos em uma tarde.

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Narração completa do artigo, gerada por IA.

Um quebra-cabeça com uma peça prestes a encaixar, em duotone La Madre, ao lado das palavras Onde o agente cabe
Foto: rawpixel (CC0)

A maioria dos programas de agentes nas empresas começa com uma lista de ideias. Alguém faz um workshop, as áreas sugerem casos de uso e o backlog se enche de “um agente que responde perguntas sobre X”. Alguns meses depois, os pilotos que chegaram à produção quase nunca são os que pareciam melhores no workshop.

A nossa leitura, construída ao longo do último mês de cobertura, é que os agentes que chegam mais rápido à produção têm algo em comum: eles se encaixam numa decisão que um processo existente já toma. Chamamos essa tese de “os melhores agentes desaparecem dentro dos processos” na síntese de setembro. Este texto a transforma num teste que dá para aplicar.

As evidências até aqui

Veja onde os agentes estão pousando:

Nenhum deles é uma janela de chat nova. Cada um é um novo participante num processo antigo.

Cinco testes para trabalho pronto para agentes

Dê nota de 0 a 2 a cada candidato em cada teste. Leva uma tarde com o dono do processo.

Cinco testes para trabalho pronto para agentes011. A decisão jáexiste e temdono022. As entradassão digitais eacessíveis comidentidade033. Há umaverificaçãodeterminísticaao lado044. Alguém jáaprova naquelaetapa055. O resultadojá é medido hoje
  1. 1. A decisão já existe e tem dono
  2. 2. As entradas são digitais e acessíveis com identidade
  3. 3. Há uma verificação determinística ao lado
  4. 4. Alguém já aprova naquela etapa
  5. 5. O resultado já é medido hoje
Nota de 0 a 2 por teste. Oito ou mais: candidato forte. Cinco ou menos: o processo precisa de trabalho antes do agente.

1. A decisão já existe e tem dono. Os melhores candidatos melhoram uma decisão pela qual alguém já responde: aprovar esta nota, fazer a triagem deste alerta, escolher esta molécula candidata. Se ninguém é dono da decisão hoje, o agente não vai criar esse dono; vai criar ambiguidade.

2. As entradas são digitais e acessíveis com identidade. Os dados de que a decisão precisa já estão em sistemas que o agente consegue ler, com uma identidade que você consegue limitar e revisar. Se as entradas vivem em anexos de e-mail e na cabeça das pessoas, digitalize primeiro.

3. Há uma verificação determinística ao lado. Existe algo verificável em volta da etapa: uma conferência de pedido, nota e recebimento, uma regra de política, uma bateria de testes, um ensaio de laboratório. O agente propõe; a verificação confirma ou rejeita. É isso que mantém o erro sob controle sem revisar tudo à mão. A NF-e é um exemplo pronto: a nota já chega validada pelo schema e autorizada pela SEFAZ, então um agente de contas a pagar trabalha sobre um dado que outra máquina já conferiu.

4. Alguém já aprova naquela etapa. Revisão humana é mais barata onde ela já acontece. Um agente que prepara o caso para quem já aprova acrescenta velocidade sem acrescentar um controle novo. Um agente que exige uma etapa de aprovação nova acrescenta um controle que ninguém orçou.

5. O resultado já é medido hoje. Tempo de ciclo, taxa de erro, fila, custo por caso. Se não dá para medir o processo antes do agente, não dá para mostrar que o agente ajudou, e o piloto será julgado por impressões.

Como ler a nota

De oito a dez. Construa. Comece no modo “preparar e propor”, meça contra a linha de base e amplie a autonomia só onde a verificação determinística for forte.

Seis ou sete. Normalmente um teste está fraco. Corrija esse teste, quase sempre identidade ou medição, e depois construa.

Cinco ou menos. O processo não está pronto para um agente. Isso também é resultado: o trabalho de prepará-lo, com dono claro, entradas digitais, uma verificação e uma métrica, costuma se pagar antes de qualquer IA entrar.

Um exemplo completo: reclamações de consumidores

Pense no tratamento de reclamações que chegam pelo consumidor.gov.br. A decisão tem dono, a área de relacionamento com o cliente. As entradas são digitais e estão no CRM e no histórico do pedido. Há regras claras sobre prazo de resposta e sobre o que a empresa pode oferecer em cada caso. Um analista já revisa a resposta antes do envio, e a plataforma pública mede prazo e índice de solução. A nota fica perto de dez. Um agente que monta o histórico, consulta o pedido, propõe a resposta dentro das regras e deixa o envio com o analista entra num processo que todo mundo já entende. Compare com “um agente que responde dúvidas sobre o atendimento”, que falha nos testes 1, 3 e 5.

O que este framework não é

Não é um ranking de valor. Uma ideia com nota baixa pode ser importante; só precisa de trabalho no processo antes. E ele não diz que agentes nunca devem rodar de forma autônoma. Diz que a autonomia precisa ser conquistada onde uma verificação determinística e uma linha de base medida tornam os erros visíveis.

O que fazer neste mês

  1. Pegue o backlog de agentes e dê nota a cada item nos cinco testes.
  2. Descarte ou estacione o que tiver cinco ou menos, e registre a lacuna de processo que apareceu.
  3. Escolha os três primeiros e combine as métricas de linha de base com os donos dos processos antes de construir.
  4. Desenhe primeiro o modo preparar e propor. Planeje o caminho para mais autonomia, teste por teste.

O agente que vai mudar o seu negócio provavelmente não terá janela de chat. Terá um lugar num processo que já funciona, e vai deixar esse processo mais rápido.

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