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Análise de notíciaRecorte: Brasil4 min de leitura

O SAS AI Navigator começa a governança pelo inventário. Ligar um caso de uso a uma regra não é compliance

O SaaS de governança da SAS, agora no Microsoft Marketplace com seis meses de acesso gratuito, inventaria casos de uso, modelos e agentes e os liga a pacotes de políticas da Protiviti e da Asenion.

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Narração completa do artigo, gerada por IA.

Estantes altas de um armazém cheias de caixas e paletes, em duotone La Madre, ao lado das palavras Primeiro, o inventário
Foto: rawpixel (CC0)

Pergunte a uma grande empresa quantos sistemas de IA ela roda e a resposta honesta costuma ser uma faixa. Agentes de Copilot criados por colaboradores, modelos embutidos em SaaS, modelos de ciência de dados de cinco anos atrás, alguns pilotos que chegaram à produção sem alarde. Todo programa de governança de IA descobre, cedo ou tarde, que não consegue governar o que não contou. A SAS disponibilizou a sua resposta para isso em 5 de outubro.

O que a SAS lançou

O SAS AI Navigator, apresentado no SAS Innovate em abril, agora está disponível como SaaS no Microsoft Marketplace. Segundo o comunicado da SAS:

  • ele monta um inventário de casos de uso de IA e dos modelos, agentes e ferramentas por trás deles, feitos em casa ou comprados de terceiros, incluindo LLMs, agentes, modelos open source e soluções da própria SAS;
  • permite alinhar os casos de uso a regulações e políticas internas, no ciclo inteiro, da experimentação à aposentadoria;
  • consegue governar casos de uso que usam agentes ou modelos como Claude ou Microsoft Copilot;
  • pacotes de políticas dos parceiros Protiviti e Asenion trazem perguntas e classificações de risco prontas para aplicar aos casos de uso;
  • os clientes têm seis meses de acesso gratuito.

O comunicado não descreve integração técnica com a Microsoft além da distribuição pelo Marketplace e da parceria entre as empresas, então não assuma que o Navigator lê seu ambiente Microsoft 365 ou Azure sozinho. A linguagem da SAS é cuidadosa: o Navigator ajuda a “alinhar” casos de uso às regras. Não promete deixar ninguém em conformidade, e o comprador também não deveria ler assim.

Por que o caso de uso é a unidade certa

A maioria dos registros de agentes conta agentes; a maioria dos registros de modelos conta modelos. A SAS ancora o inventário no caso de uso, o ponto em que a IA encosta numa decisão de negócio. É nesse nível que o risco existe. O mesmo modelo pode escrever texto de marketing e fazer triagem de currículos; só um desses casos é de alto risco. Um registro que só conhece o modelo não distingue os dois.

Isso complementa, e não substitui, os planos de controle por agente que analisamos em planos de controle acima dos fornecedores. São necessárias as duas visões: o que cada agente pode fazer e quais decisões de negócio dependem dele.

O que cada registro do inventário precisa ter

Um registro por caso de uso de IA01Dono denegócio eprocesso02Modelos,agentes efornecedorespor trás03Categorias dedados lidas egravadas04Nível derisco epolíticasaplicáveis05Evidência deque oscontrolesfuncionam06Status epróximarevisãoFatos que você coletaJulgamento que você documenta
  1. Dono de negócio e processo
  2. Modelos, agentes e fornecedores por trás
  3. Categorias de dados lidas e gravadas
  4. Nível de risco e políticas aplicáveis
  5. Evidência de que os controles funcionam
  6. Status e próxima revisão

Fatos que você coletaJulgamento que você documenta

Um pacote de políticas fornece as perguntas. Só os seus times fornecem a evidência.

A entrada é a parte difícil. O inventário só é tão completo quanto o caminho pelo qual os registros chegam. Formulário de autodeclaração perde justamente os casos mais importantes. Alimente o inventário a partir de sistemas que já sabem: contratos de compras com cláusulas de IA, faturamento de nuvem com endpoints de modelos, o Microsoft Entra Agent ID para agentes, e os agentes de Copilot que as pessoas criam sozinhas.

Aproveite o que a LGPD já obriga. O artigo 37 da LGPD exige que controlador e operador mantenham registro das operações de tratamento de dados pessoais. Todo caso de uso de IA que trata dado pessoal já deveria estar nesse registro. Ligar o inventário de IA ao registro de tratamento evita duas listas que nunca batem e dá ao DPO a visão que hoje falta. Com o PL 2338 ainda parado, esse é o pedaço da classificação de risco que já tem base legal no Brasil.

Pacote de políticas é julgamento emprestado. Os pacotes da Protiviti e da Asenion economizam meses de redação de perguntas e níveis de risco. Ainda assim, são a leitura de outra pessoa sobre as regras. Jurídico e riscos precisam adotar cada pacote de forma explícita, ajustar e assumir. A responsabilidade não vem junto com o conteúdo.

Mapear não é evidência. Ligar um caso de uso a um requisito registra que o requisito se aplica. Compliance exige prova de que o controle funciona: testes, registros de revisão, monitoramento. Como defendemos em controles que geram evidência, controle sem evidência é promessa.

O que fazer agora

  1. Use o caso de uso como unidade do inventário, ligado aos modelos e agentes por trás.
  2. Alimente o inventário por sistemas, não só por formulários: compras, faturamento, identidade.
  3. Conecte o inventário ao registro de tratamento da LGPD e envolva o DPO.
  4. Adote os pacotes de políticas de forma deliberada, com um dono nomeado em jurídico ou riscos.
  5. Exija evidência por controle, não só o mapeamento.
  6. Planeje o sétimo mês: decida antes do fim do período gratuito onde o inventário vai morar e como exportá-lo.

Para fechar

O SAS AI Navigator lembra que governança de IA começa com um problema de planilha: saber o que existe. Ancorar o inventário no caso de uso é o desenho certo. Só não esqueça que um requisito mapeado é uma tarefa pendente, não um controle pronto.

Tem um caso de uso de IA parado entre o protótipo e a produção?

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